HIPERTENSÃO, UM PERIGO SILENCIOSO!

A hipertensão, ou pressão alta, é uma doença silenciosa. A maioria dos hipertensos não apresenta queixas, o que aumenta seu perigo. Por isso, recomenda-se aferir a pressão a cada seis meses. Esse cuidado simples possibilita o diagnóstico rápido, assim como seu tratamento.

Quem é hipertenso?
A pessoa que registrar a pressão igual ou superior a 14 por 9, depois de medida várias vezes em consultório médico

Para prevenir a doença, o melhor a se fazer é adotar um estilo de vida saudável. Alimentação, prática esportiva e controle das emoções estão diretamente ligados ao aumento e à diminuição da pressão. Por isso, optar por alimentos integrais aos industrializados, fazer atividades físicas regularmente, perder peso (se estiver acima do recomendado) e desenvolver atividades que reduzam o estresse são essenciais para o combate à pressão alta. Estudos recentes mostraram que alguns alimentos, como a melancia, o morango e o farelo de trigo, ajudam na prevenção e no tratamento da hipertensão..

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Melancia

A melancia contém alguns nutrientes que ajudam na formação do óxido nítrico, potente dilatador dos vasos sanguíneos e, por isso, importante no controle da pressão arterial. Como outras funções, o mesmo está envolvido na coagulação sanguínea, evitando as tromboses, além de impedir a formação de placas de gordura (ou placas de ateroma), que causam a diminuição do calibre das artérias coronárias e dificultam a passagem do sangue. Além disso, a melancia é fonte de pro-vitamina A, das vitaminas C e do complexo B, além de sais minerais como cálcio, fósforo, potássio, magnésio, ferro e demais elementos como sódio, manganês, zinco, cobre e ferro, presentes em menor quantidade. Por ser muito hidratante (90% de seu volume é água), é diurética, elimina resíduos do aparelho digestivo e funciona como laxante, além de conter licopeno, um poderoso antioxidante.

Seu suco, feito da polpa, ajuda a eliminar o ácido úrico, substância química que se acumula no organismo e que causa a gota, responsável pela formação de cálculos renais. Atua também na limpeza do estômago e dos intestinos.

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Morango

Em sua composição o morango apresenta flavonoides, um grupo de compostos químicos que atuam como modificadores de resposta biológica e possuem ação antioxidante e anti-inflamatória. O principal mecanismo protetor se dá por meio da diminuição na oxidação das moléculas de LDL (conhecido popularmente como o “colesterol ruim”) e do aumento do HDL (o “bom colesterol”), melhorando assim o perfil de gorduras que circulam no sangue. A fruta também contém cálcio, fósforo, ferro, magnésio, zinco, vitaminas A, B e C. Funciona como digestivo, diurético e agente eliminador de toxinas. O potássio também está presente no morango, mineral que exerce papel na atividade dos músculos, atua na transmissão nervosa, na tonicidade muscular, na função renal e na contração da musculatura cardíaca, melhorando a circulação sanguínea. 

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Farelo de trigo

O farelo de trigo contém magnésio, zinco e vitaminas do complexo B, assim como o morango e a melancia, além de selênio, cobre, fósforo e ferro.

Portanto, os três alimentos (morango, melancia e farelo) possuem as características abaixo:

Magnésio: A falta de magnésio aumenta o tônus vascular agravando quadros de hipertensão arterial. Vários estudos evidenciam uma correlação importante entre diminuição do magnésio no organismo e aumento das patologias cardíacas como infarto do miocárdio e arritmias. A deficiência de magnésio provoca o aumento da agregação plaquetária, do colesterol e dos triglicérides.

Complexo B: as vitaminas deste complexo ajudam a combater os sintomas e as causas do estresse, da depressão e das doenças cardiovasculares. A deficiência de vitamina B1 pode causar batimento cardíaco irregular, a deficiência da B6 e B12 pode ocasionar hipertensão, retenção de líquidos e níveis elevados de homocisteína (marcador de risco para doenças cardiovasculares), além de outras doenças.

Zinco: Na hipertensão arterial, o zinco é protetor e o cádmio indutor. O zinco e o cádmio estão intimamente relacionados: o excesso de zinco desloca o cádmio e facilita a sua eliminação pelo organismo. Sabe-se que existe uma boa correlação entre as mortes clínicas por hipertensão arterial e o conteúdo de cádmio renal. Um grupo de pacientes hipertensos mostrou que eles excretam 40 vezes mais cádmio na urina quando comparado com controles normotensos (de pessoas com a pressão arterial normal), mostrando a relação entre o excesso de cádmio no corpo e a hipertensão arterial.

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